DOMO INVEST FAZ O PRIMEIRO APORTE EM “FINTECH” DE CRÉDITO

Equipe OfficeGroup/ novembro 21, 2017/ Novidades/

Lançado no início do ano por ex-executivos do Buscapé, o fundo Domo Invest acaba de fechar seu primeiro investimento. A companhia escolhida para receber o aporte foi a “fintech” Noverde, de empréstimos on-line. Fundada por Bernardo Lucas Mascarenhas e Eduardo Teixeira, um dos criadores da Biva, que também faz empréstimos pela internet, a Noverde tem foco no público de baixa renda, concedendo empréstimos de R$ 1 mil a R$ 4 mil.

Em um ano de operação, a companhia registrou 70 mil solicitações, que somaram R$ 100 milhões. A companhia não revela o quanto desse total foi, de fato, liberado. “Nossa conversão está entre a média do mercado on-line e do mundo tradicional”, disse Teixeira. As empresas de crédito on-line trabalham com taxas de conversão entre 1% e 1,5%. Nos bancos, o percentual chega, no máximo, a 10%. A Noverde opera como correspondente bancário da Lecca Crédito, Financiamento e Investimento.

Para atender um público de baixa renda e desbancarizado, a Noverde propõe o pagamento das parcelas dos empréstimos por meio de boleto bancário, segundo Gabriel Sidi, sócio da Domo. A proposta parece trazer um risco de inadimplência alta, mas, segundo Teixeira, é tudo uma questão de ter critérios de análise de crédito rigorosos.

A regulamentação da atividade de empréstimos on-line é alvo de uma consulta pública do Banco Central (BC), que está aberta até 17 de novembro. Para Teixeira, a regulação é positiva e a participação dos envolvidos nesse mercado ajuda a criar regras que ajudem no seu desenvolvimento.

A Domo começou a operar em janeiro o segmento conhecido como capital semente (ou “seed capital”). Essa etapa sucede os aportes feitos por investidores-anjo (que colocam entre R$ 10 mil e R$ 500 mil, em média) e ajuda a estruturar as empresas para receberem recursos de fundos de capital de risco (acima de R$ 2 milhões). A proposta da Domo é investimentos entre R$ 1,5 milhão e R$ 3 milhões, assumindo até 20% de participação no negócio.

Inicialmente, a expectativa era fechar 10 aportes até o fim do ano. Mas a captação dos R$ 100 milhões a serem usados pelo fundo demorou mais que o previsto e a expectativa é encerrar 2017 com três operações.

“Vender o investimento de risco [venture capital] no Brasil é um desafio. As pessoas procuram produtos financeiros mais estáveis. O venture capital é pouco conhecido. Tem uma educação a fazer”, afirma Rodrigo Borges, sócio da Domo.

Fonte: Valor / Toro Partners